sexta-feira, 22 de junho de 2012

Re: Fwd: um amigo contou-me que lhe contaram uma conversa que ouviram

como tal, não sei se é verdade mentira.

a estória é de um informático que termina com a namorada. (é preciso imaginar esta conversa com uma certa 'voz')

—querida, como sabes, eu vejo tudo em termos binários, e eu vejo a nossa relação assim: eu sou um, e tu és zero. acabou…

—mas alex, nós os dois somos um!

—querida, nem que fossemos dez.

—o quê?!

—não percebes nada…

(no mundo, só existem 10 tipos de pessoas: aquelas que percebem linguagem binária e aquelas que não percebem)

gosto do ronaldo (II)

Mais do que isso, Vitória no Euro valeria 551 milhões à economia portuguesa!


"Uma eventual vitória de Portugal no Campeonato Europeu de Futebol que começa nesta sexta-feira à tarde terá um impacto positivo de 551 milhões de euros na sua economia, segundo um estudo do IPAM (Instituto Português de Administração e Marketing).
Os países com as maiores economias teriam benefícios bastante superiores, com a Alemanha à cabeça, com um impacto estimado em 3500 milhões, segundo o mesmo documento, divulgado nesta sexta-feira pelo Diário Económico.
Segue-se, em valor, o impacto de uma vitória da França ou da Itália, com cerca de 2700 milhões de euros em ambos os casos. Para o Reino Unido a estimativa é de 2400 milhões, para a Espanha de 2100 milhões e para os Países Baixos de 764 milhões".

quarta-feira, 20 de junho de 2012

gosto do ronaldo

não é cá dissimulado, como os outros. tem a humildade de mostrar que não é preciso perceber política económica para destruir uma economia,

http://www.dutchnews.nl/news/archives/2012/06/oranjes_euro_2012_exit_will_co.php

Sobre o Alemanha x Grécia...

Não deixa de ser engraçado o facto de um dos jogos dos quartos de final do Euro 2012 ser um Alemanha x Grécia.
O Rodrigo Moita de Deus diz que se fosse grego, tentava não ganhar o jogo à Alemanha, referindo-se à renegociação do pacote de auxílio financeiro.
Eu cá aposto na vitória da Grécia, por 1-0, com um golo de Sócrates! Sempre onde estiver Sócrates, contem comigo para apoiar.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

"Esta é uma vitória para toda a Europa"

... disse Antonis Samaras, antes de apelar a um executivo de união.

domingo, 17 de junho de 2012

(fortes) hoje joga-se o futuro n/do euro.


não sei o que será hoje mais importante, o onze de portugal ou os onze milhoes de gregos que vao votar hoje. creio que o segundo onze.


(food for fortes) a grécia pode vir a jogar contra a alemanha. quero ver esse jogo! como jogarao os gregos se ja nao estiverem no euro? pedirao esmola no final? arrebentarao com a alemanha, deixando tudo em campo? we'll see.

(fortes) mas porque é que eu não posso votar hoje nas eleições da grécia?!

TODOS EUROPEUS DEVIAM PODER VOTAR NAS ELEIÇÕES GREGAS!

TODOS EUROPEUS DEVIAM PODER VOTAR NAS ELEIÇÕES ALEMÃS!
(o mais próximo que eu consegui foi não votar na CDU nas últimas eleições portuguesas…nem jerónimo nem merkel!)

quarta-feira, 13 de junho de 2012

momento musical

Os Portico Quartet já são das minhas bandas favoritas. Ouçam bem. Reparem como há momentos em que a musica nos tenta abrir a caixa torácica e encher o peito com coisas que não conseguimos explicar. Como há por ali um saxofone que se transforma em bisturi e como notas musicas nos deixam a um canto qualquer, inebriados por uma mistura de anestesia e bem-estar. É isso. Não sei bem explicar de outra forma, gosto. Sei lá, gosto ao ponto ridículo de ser obrigado a mascarar uma cirurgia cardiovascular de gesto romântico. Ouçam bem, é isso. 



sexta-feira, 8 de junho de 2012

Depois dos Americanos descobrirem que Lisboa não era a capital do Burundi, perceberam que a Música Portuguesa também não é a Música do Burundi


Dead Combo tocam no festival de cinema de Cannes e são os convidados musicais da festa de apresentação de «Cosmopolis», o novo filme de David Cronenberg:

Napoleões destas vidas

O que seria se hoje o Napoleão falasse com a Google?

Imaginem lá uma conversa entre estes 2 gigantes:

Napoleão: Epá, Epá, ohhhhh ohhhh Google, eu acabei de comprar um smartphone, e isto é do caraças! Tou todo maluco com esta merda, no meu tempo não havia nada destas brincadeiras.
Google: Epá, Epá, ohhhhh ohhhh Napoleão, ainda bem que curtes. Agora tens que usar essa merda todos os dias. Tens que utilizar todos os nossos serviços ohhhh ohhh Napoleão. Tens que utilizar o Google como motor de pesquisa, tens que utilizar o Google Analytics, o Google Translator, o Google Earth, o Google Maps, etc.
Napoleão: Epá, Epá, ohhhhh ohhhh Google, sabes o que é que me dava mesmo um jeitaço do caraças? Era eu ver imagens 3D no meu telemóvel.
Google: Epá, Epá, ohhhhh ohhhh Napoleão, isso é canja! A gente mete uma patrulha de aviões e helicópteros aí pelos ares a filmar e já está.
Napoleão: Epá, Epá, ohhhhh ohhhh Google, isso não é bem assim!
Google: Epá, Epá, ohhhhh ohhhh Napoleão, ai não? Ora vê lá isto como é que está o Google Earth agora --> http://youtu.be/N6Douyfa7l8 ...e isto bastou eu estalar os dedos!
Napoleão: Epá, Epá, ohhhhh ohhhh Google, fódio. Vocês são do caralho mesmo. Mas olha lá ohhhhh ohhhh Google, será que não dá para fazerem um investimento para cobrirem sei lá.. praí 50% do planeta?
Google: Epá, Epá, ohhhhh ohhhh Napoleão, tu és mesmo nabo. O Google Earth já está com 75% do planeta coberto por imagens de alta resolução --> http://www.tvi24.iol.pt/tecnologia/google-maps-tvi24/1353588-4069.html
Napoleão: Epá, Epá, ohhhhh ohhhh Google, do caralho! Sim senhor! Vocês querem mesmo ter o mundo todo na palma das mãos. Qualquer dia até vamos poder marcar encontros no Google Street View.
Google: Epá, Epá, ohhhhh ohhhh Napoleão, ainda bem que falas nisso. Vê lá tu que até no outro dia soube que o brasileiro Vagner Basílio não via o pai desde os 11 anos... e o Pai e filho reencontram-se, 9 anos depois, graças ao Google Street View.
Napoleão: Cala-te!! Isso é mentira!!
Google: Epá, Epá, ohhhhh ohhhh Napoleão, foda-se, tu também nunca acreditas em nada do que eu digo. Oh monte de merda, vê lá então: http://visao.sapo.pt/pai-e-filho-reencontram-se-9-anos-depois-gracas-ao-google-street-view=f667039
Napoleão: Epá, Epá, ohhhhh ohhhh Google, cum caralho. Ele há com cada um... essa história não lembra o diabo ohhhh ohhh Google. Mas também não é para menos, quer dizer, vocês usam aviões, helicópteros, carros, motas, bicicletas, só falta usarem máquinas ambulantes. hehehehe
Google: Epá, Epá, ohhhhh ohhhh Napoleão, deste me uma ideia brutal. Vou por mochilas com câmaras às costas dos meus funcionários (sim, eu pago ás pessoas para elas andarem a filmar e a fotografar o mundo)... para chegarmos onde as motas e bicicletas não conseguem chegar.
Napoleão: heheheh, pagar às pessoas para viajar... também quero um emprego desses ohhhh ohhh Google!! Mas Epá, Epá, ohhhhh ohhhh Google, eu estava aqui a pensar e isso era alta esgalha! E consegues criar umas mochilas com câmaras todas xpto? Sei lá, praí câmaras 180 graus?
Google: Epá, Epá, ohhhhh ohhhh Napoleão, quais 180 quais caralho! Ou é 360 graus ou não é!! Sabes que eu sou como tu.. não brinco em serviço! --> http://tecmundo.com.br/google-street-view/24711-google-apresenta-mochilas-com-cameras-360-para-o-street-view.htm
Napoleão: Epá, Epá, ohhhhh ohhhh Google, fódio. Vocês não papam mesmo de grupos! Qualquer dia, vocês ainda metem os vossos funcionários a esquiar na Serra da Estrela com uma mala ás costas a filmar as montanhas, as arvores, os animais, os lobos, os passaros, ...
Google: Epá, Epá, ohhhhh ohhhh Napoleão, granda ideia. Vou ligar ao Bill e ao Adrien que curtem bué fazer snowboard para fazerem essa merda asap.
Napoleão: Epá, Epá, ohhhhh ohhhh Google, e achas que eles conseguem? Olha que é foda!
Google: Epá, Epá, ohhhhh ohhhh Napoleão, é capaz de ser... mas eu pago-lhes para fazerem o que eu mando... e se eu quero gajos a esquiar a Serra da Estrela com câmaras às costas, eu tenho gajos a esquiar a Serra da Estrela com câmaras às costas!! Tás a perceber? --> http://www.publico.pt/Tecnologia/google-poe-camaras-as-costas-para-continuar-a-fotografar-o-mundo-1549261
Napoleão: Epá, Epá, ohhhhh ohhhh Google, foda-se. Já não te dou mais ideia nenhuma. Vai pó caralho.
Google: témailogo.
Napoleão: ab.

E ninguém vai preso? (II)

- Tribunal de Contas: Sócrates deixa desastre na saúde (TVI)
- Tribunal de Contas chumba ACSS - Administração Central do Sistema de Saúde (Expresso)
- TC encontra irregularidades nas parcerias público-privadas (Jornal Digital)
- Paulo Campos e o inquérito às PPP: "Responsabilidade era de dois ministros" (Publico)
- Tribunal de Contas pode fazer nova auditoria para apurar responsabilidades do anterior Governo (SOL)
- Tribunal de Contas aponta falta de transparência no negócio das ex-SCUT (RTP)
- Tribunal de Contas detetou "benefícios sombra" em contratos das ex-SCUT (Jornal de Notícias)
- DEO : Défice e dívida em risco devido a empresas públicas da Madeira (SOL)
- Madeira: Partidos têm de devolver milhões (SOL)
- PS-Madeira pede intervenção do Presidente da República (Expresso)

[Ver também E ninguém vai preso? (I)]

quinta-feira, 7 de junho de 2012

V for Verity (I)

ver·i·ty, noun (pl. -ties)
a truth principle or belief, esp. one of fundamental importance.
-truth: irrefutable, objective verity.
In Oxford American Dictionary
Para inaugurar a minha participação neste blog, a mentira, nada melhor do que falar sobre Verdade. São três textos e três reflexões para as próximas três semanas. 
When problems overwhelm us and sadness smothers us, where do we find the will and the courage to continue? Well, the answer may come in the caring voice of a friend, a chance encounter with a book or from a personal faith.
For Janet, help came from her faith, but it also came from a squirrel.
Shortly after her divorce, Janet lost her father, then she lost her job. She had mounting money problems. But janet not only survived, she worked her way out of despondency and now she says life is good again.
How could this happen? She told me that late one autumn day when she was at her lowest, she watched a squirrel storing up nuts for the winter one at a time he would take them to the nest. And she thought ‘if that squirrel can take care of himself with the harsh winter coming on so can I. Once I broke my problems into small pieces I was able to carry them, just like those acorns, one at a time.’ [And the song kicks off…]
‘Little Acorns’, The White Stripes, Elephant, 2003

Que estória bonita! E ainda bem, é tempo disso. Acreditam nela? 
Pode alguém mudar de vida por causa de um esquilo? Ou porque leu o livro do António Feio, Aproveitem a Vida — não deixem nada por fazer nem por dizer? Não li o livro, mas adivinho-lhe simultaneamente uma lição de vida e uma mão cheia de banalidades. É muito difícil ensinar um caminho para a vida, e é muito difícil inspirar de um modo geral, para a vida ou para o resto (e o que é que resta?). A estória do esquilo é também uma banalidade, mas porque não, porque não mudar de vida a partir desse momento? Ao ouvir música Little Acorns?! Ou ao ler este texto?!! 

É claro que é bom partir os problemas em problemas mais pequenos, mais fáceis de resolver — be like a squirrel, be like a squirrel, canta Jack White. (Há quem concorde mais com Jack Daniels, 20 anos.) Mas isto, toda a gente sabe. Não aprendemos nada que não soubéssemos já. Existem sim momentos em que frases, conversas, livros e esquilos batem mais. How did you manage to change your life, Janet? — I got high on squirrel.
Janet não descobriu (um)a verdade: ‘ah, se eu partir os meus problemas, etc.’ Ela observou o esquilo, pôs-se a pensar no esquilo e na sua vida. Pôs as coisas em perspectiva. Não interessa, ganhou ânimo. Mas também nessa noite ela jantou, lavou os dentes, viu TV, olhou novamente pela janela, deitou-se (se dormiu melhor ou pior, não sei). Life goes on. E no dia seguinte fez cenas, lembrou-se do esquilo ao longo do dia, e fez mais cenas. Fez coisas que não teria feito se não fosse o esquilo. E a vida de Janet foi melhorando, falou com amigos e confidenciou a alguns a estória do esquilo; alguns acharam-na curiosa; quase todos a ajudaram. And now she says life is good again. Que bom! As coisas podiam ter corrido mal mas não correram. Ela podia ter desistido a meio mas não desistiu. E se calhar, pensou no esquilo algumas vezes. Por isso é verdade que o esquilo mudou a vida de Janet. Mas a verdadeira estória não pode ser contada, nem mesmo por Janet. Eu procurei descrever o que aconteceu — fez isto fez aquilo, lembrou-se da história, falou com amigos — porque descrever é o máximo que se pode fazer. A verdadeira estória teria de ser contada por dentro, do interior, e nem a Janet pode ‘viver para contá-la’. Sometimes it’s better 'making sense' than 'being true.' O esquilo fez sentido. Em todo o caso, foi um erro útil — ‘Falhaste em cheio, Janet!’


Trivia: as late as the 10th-century, a squirrel could’ve travelled, from Paris to Moscow, merely by jumping from tree to tree and never having to touch ground.
In Margaret Anderson, History 5: Spring 2008, Berkeley Podcast, 41m14s-26s, 1.The Boundaries of the West: Endings and Beginnings.

O que a levou a reflectir no esquilo? Como passou ela a noite, como acordou no dia seguinte? E o que se passou durante o sono? O que estava a pensar antes de falar com os seus amigos e familiares? Não conseguimos explicar, com verdade, a nossa motivação interior, nem para nós mesmos nem para os outros: porquê o esquilo e não a música ou este texto? Podia ter sido outra coisa. Da mesma forma, outras pessoas viram o esquilo e não lhes aconteceu nada; não bateu. Não conseguimos perceber a motivação interior dos outros. E essa seria a estória que interessa, e essa não pode ser contada. Tudo pode ser descrito e o essencial fica por dizer. Não podemos imitar Janet quando foi dormir, nem o que sonhou, nem como acordou. Não podemos repetir os seus passos nem a viagem do esquilo, de Paris a Moscovo. E eu não gosto de nozes. Só podemos esperar uma epifania análoga, que quando contada corresponda, com maior ou menor boa vontade, à estória da Janet. Não é mentira, não é verdade, mas é tão importante.

Sometimes it takes a squirrel…a twist in the kaleidoscope, to see things in different colors

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Eurobonds

De tanto ouvir falar e ler sobre os magnificos e salvadores da nação "Eurobonds", ficam aqui alguns registos engraçados:

- As eurobonds não são pozinhos de perlimpimpim
- Eurobonds
- Eurobonds em poucas linhas
- A pergunta proibida: a Europa tem futuro?
- Cuidado com as eurobonds
- O euro, a UE e o pensamento mágico

Para os mais técnicos, fica a explicação:

terça-feira, 5 de junho de 2012

Parcerias Ruinosas – Auditoria acusa Governo de Sócrates de ter agravado a despesa pública

Assino por baixo do que diz José Gomes Ferreira, mais uma vez sobre as PPP:
 
“Esta é a história de um grande conluio entre alguns políticos, bancos, construtoras, consultoras e grandes gabinetes de advogados”

“Se levarem esta investigação até ao fim, não se admirem que muita gente caia”

“Isto vai pesar durante 25, 30, 40 anos nas nossas vidas”

“A conta que vai cair ainda está a subir e vai atingir por ano 2700/2800 milhões de euros a partir de 2014”

“Esta é a história de um conluio que tem coniventes. E podemos citá-los: podemos perceber que havia um secretário de Estado voluntarioso e que está no centro disto tudo [Paulo Campos]… que atravessa os 2 governos de José Sócrates e em que há 2 ministros [Mário Lino e António Mendonça]… e sempre um primeiro ministro”

“Isto foi de tal maneira um conluio que levou a que se favorecessem esses interesses todos”

“E havia ainda um ministro das finanças [Teixeira dos Santos] e um secretário de estado do tesouro [Carlos Costa Pina] que sabiam o que estava a acontecer e que nunca deram o murro na mesa”

“E a Procuradoria já vem tarde, porque já todos percebemos há muito tempo que há aqui indícios de favorecimento de muita gente.”

“É num país que ia entrar numa situação de financiamento muito complicada, com juros a subir, com a dívida externa a pesar, e em que um Presidente da República apercebeu-se muito bem em 2007 que ia ser feito uma loucura com as Estradas de Portugal com o novo modelo de financiamento, foi-lhe levado o diploma, teve dúvidas, pediu esclarecimentos e depois assinou? Assinou uma coisa destas? Ainda hoje estou para perceber porquê e durante muitas décadas os portugueses vão pedir ao nosso presidente Cavaco Silva uma explicação porquê que assinou isto?”

“Aqui em Portugal, juízes, procuradores, investigadores e Ministério Público, todos fazem o seu trabalho e depois chegam ao fim e há sempre por um lado garantias e por outro existe uma coisa que se chama inversão do ónus da prova que é proibida: toda a gente pode ter 30 mansões e desde que não se encontre ligações entre uma assinatura de um contracto e o facto de ter essas 30 mansões ninguém pergunta mais nada a ninguém. Chama-se enriquecimento ilícito que os nossos políticos não quiseram legislar. O mal vem do Parlamento e mais uma vez estes negócios arriscam-se a ficar impunes quando está na evidência de todos que houve aqui favorecimento ”

“O país está em estado de urgência e de emergência. Evoque-se uma coisa que se existe que é um princípio genérico de direito – contrato leonino – para se dizer que não se cumprem… e deve ser evocado urgentemente, porque houve aqui um cinismo tão grande na construção destes contractos. Aquele gráfico que vimos com o impacto financeiro daquelas responsabilidades levou que até 2013 a factura não seja muito alta, andava relativamente baixa e a partir de 2013 aquilo dispara. Quem imaginou isto em 2005? Um governo [Governo de José Sócrates] e um Partido [Partido Socialista] que pensavam que ficavam no governo 2 legislaturas, que acabava no final de 2012. E isto é de um cinismo e de uma frieza atroz, e ficámos todos comprometidos com uma conta que não podemos pagar.”

“Eu arrisco a dizer aqui que se houver razão para nós pedirmos um 2º resgate, esta vai ser a principal razão. Portanto, têm que se cortar já estes contractos.”

“Chega ao desplante de a Troika vir dizer: se não conseguirem cortar nos contractos , chamem a opinião pública para vir pressionar estes senhores. Por amor de deus, onde é que estamos? Nós somos cidadãos! Vamos exigir que sejam responsabilizados! Vamos exigir que se corte! É um dever de todos nós!”

Ainda há por aí algum imbecil com ideias de apelidar esta gente de liberais?


[Via O Insurgente]

O Governo, na prática, acaba por nacionalizar 2 bancos (BCP e BPI) ao injectar 4,3 mil milhões de euros, depois de chegar à conclusão que há uma questão de financiamento à economia portuguesa e que há milhares de PMEs que estão a ser estranguladas financeiramente por não terem acesso ao crédito bancário.

O objectivo é que estes bancos, agora intervencionados, constituam ambos fundos de 30 milhões para recapitalizar as PMEs.

De registar também a opinião de Nicolau Santos sobre a política neoliberal deste governo: "o significado disto é que o governo não confia que o sector financeiro esteja a fazer chegar à economia o dinheiro que lhe tem sido colocado à disposição, e nesse sentido é curioso ver como é que um governo tão liberal passa a intervencionista para tentar atingir os seus objectivos. Veremos se daqui a 5 anos, quando esta intervenção nos bancos estiver acabada, se o balanço final é positivo para os contribuintes ou se estes ainda terão de pagar para salvar bancos e para salvar a economia".