terça-feira, 30 de agosto de 2011

Da série: "Frases que impõem respeito"

Dia 1
1. "A política sem risco é uma chatice, mas sem ética é uma vergonha!" Francisco Sá Carneiro (FSC)
2. "We are what we share" Diogo Vasconcelos
3. "Ser ou não ser Federalista deixou de ser uma opção. É a única saída" Carlos Carreiras
4. "Não vamos sair desta crise com soluções normais" Carlos Carreiras
5. "Sou do PSD, mas antes sou Português, Cidadão e Pessoa" FSC

Dia 2 - Jorge Moreira da Silva
6. "Até ao final do século, a temperatura média vai aumentar 4 graus e o nível médio das águas do mar irá aumentar 88 centímetros"
7. "O mercado de carbono vale hoje 150 mil milhões de dólares"
8. "Desequilíbrios: 5 países (China, Índia, Brasil, Coreia do Sul e México) gerarão 80% do total dos créditos até 2012"
9. "Sobre o Protocolo de Quioto (1992-2005): perderam-se 13 anos em intensas negociações para se dar um primeiro passo de bébé"
10. "A China já consome mais energia que os EUA"
11. "Daqui a 1 ano ou 2, o consumo de energia dos países em desenvolvimento irá ultrapassar o valor do consumo dos países da OCDE"
12. "2 mil milhões de pessoas não têm electricidade nem água potável no mundo"
13. "Se quisermos mudar de vida até ao final do século, custar-nos-à 1% do PIB por ano (Custo de Mitigação). Mas se não fizermos nada, o custo será de 5 a 20% do PIB por ano (Custo de Inacção)"
14. "O resgate do sistema financeiro e da economia não pode servir de desculpa para que não resgatemos o sistema climático"
15. "O governo do Eng. Pinto de Sousa confundiu Electricidade com Energia: a electricidade apenas representa 20% do consumo de energia"
16. "A eficiência energética não passa pela produção de energia nas nossas casas. Passa pela redução do consumo de energia."
17. "[Sobre a questão nuclear] Porque é que um país «S» quer implementar uma solução «XXL»?"

Dia 2 - Manuel de Lemos
18. "Taxa de cobertura das Misericórdias nas creches é de 36%, nos lares de idosos 19,8% e nos centros de dia 21%"
19. "Existem em Portugal cerca de 220.000 lugares na totalidade das respostas sociais para idosos. O problema é que só para a faixa etária de pessoas com 65 anos ou mais, existem cerca de 1.900.000 pessoas"
20. "A população portadora de deficiência (grau de incapacidade entre 30 a 100%) ultrapassa as 630.000 pessoas"
21. "1 em 5 crianças portuguesas vivem em risco de pobreza"
22. "1,9 Milhões de portugueses são pobres, isto é, vivem com menos de 470€/mês (dados de 2007)"
23. "As misericórdias e as IPSS (Instituições Particulares de Segurança Social) empregam mais de 200.000 pessoas"

Dia 2 - Nuno Crato
24. "Estudar vale a pena para podermos ganhar mais dinheiro.

Escolaridade/Valoresmédios

1982

2006

4ª Classe ou menos:

527€

588€

Secundário

799€

861€

Licenciatura

1339€

1625€

25. "Está a caminhar-se para que o 1º ciclo seja bastante generalista e que não conduza imediatamente para uma profissão"
26. "O facto de haver mestrados muito diversificados é bom. O problema é que os mestrados são como as marcas de tabaco: as universidades optam por diversificar para atrair os jovens, mas no fundo os mestrados são muito parecidos"
27. "Criar no secundário uma disciplina de educação cívica com incentivos à participação política não acho, à partida, que seja uma boa ideia."
28. "À partida, disciplinas como educação política ou educação sexual são disciplinas que visam dispersar o ensino"
29. "O programa Novas Oportunidades não pode significar entrega de diplomas. Tem que significar oportunidades de enriquecimento"
30. "Nos EUA, já se fazem «Turmas de nível» (turmas claramente divididas por alunos excelentes, alunos medianos/medíocres e alunos fracos)há muito tempo, e em Portugal já existem de uma certa forma. Na realidade, quando se começam a fazer as turmas, sabe-se que a turma X é melhor que a turma Y porque os alunos não são colocados ao acaso"

Dia 3 - Miguel Relvas
31. "Actualmente existem 308 municípios e 4259 freguesias. É necessário uma reforma administrativa"
32. "A herança socialista que o actual governo recebeu é que devia pagar imposto"
33. "Se houver alguém que consiga provar que convidei o Mário Crespo (para ocupar o lugar de correspondente da RTP, em Washington), eu vou a pé para Fátima"
34. "Um social democrata quando recua, é para ganhar balanço!"
35. "Este governo funciona como uma orquestra sinfónica"

Dia 3 - João de Deus Pinheiro
36. "«Soft power da UE»: significa que a Europa resolve as questões da diplomacia sem recurso à guerra"
37. "Os actuais líderes europeus pertencem à «geração-do-bem-estar»: uma geração baseada no curto prazo, no carpe diem e nas próximas eleições"

Dia 3 - Ângelo Correia
38. "Para pertencer à classe dos líderes ou da elite, não basta ter uma carreia política. É necessário ter uma carreira pessoal"

Dia 4 - Henrique Monteiro e Vasco Graça Moura
39. "Só há 3 jornais em Portugal que dão lucro: CM, JN e Expresso"
40. "Há quem diga que a comunicação social é o «4º poder». Não. A comunicação social é o «quarto-do-poder»"
41. "A ERC só funciona com base em queixas. E o Expresso e o público são os jornais que têm mais queixas"
42. "Quem nunca utilizou o crédito, que atire a 1ª pedra"

Dia 4 - Assunção Esteves
43. "O poder político é cada vez mais poder político sem soberania"
44. "Era mais fácil fazer política no tempo de Sá Carneiro do que hoje"

Dia 5 - Vítor Gaspar
45. "Exitem 3 aspectos da arquitectura da UE que a torna frágil: 1) Soberania dos Estados Membros (EM) de determinarem as suas opções orçamentais; 2) Cláusula de não responsabilização de um EM pela dívida de outro EM - Cláusula de «Non bailout»; 3) Não existência da possibilidade de bancarrota de um EM"
46. "Durante muito tempo, a tensão decorrente deste triângulo esteve disfarçada"
47. "3 principais aspectos que precisamos de enfrentar: 1) divida do sector privado e divida do sector público; 2) défice orçamental; 3) Crescimento da economia portuguesa"
48. "As agências de rating tiveram um papel muito nocivo no decorrer da crise"
49. "Só com o reforço da competitividade é que conseguimos aumentar os índices de inovação e progresso tecnológico"
50. "O governo do Eng. Pinto de Sousa decidiu seguir uma política keynesiana para resolver a crise. O PIB estava previsto para 2009 de 2,2%. Foi de 10,1%... O que significa que políticas de expansão não visam o ajustamento"

Mãe, isto é bués-da-fixe!



É só para dizer que estou a curtir à grande da Universidade de Verão 2011 da JSD.

Se quiserem saber mais informação, procurem aqui.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Porque factos... são factos! (IV)

Facto: Violência provocada por gangs de negros.
Narrativa da TV: violência de uns vagos "jovens".

Facto: Violência provocada por grupos de anarquistas e demais tralha da extrema-esquerda.
Narrativa da TV: violência de jovens ou manifs de pessoas com descontentamento social.

Facto: Violência de extrema-direita, isto é, de branquelas nacionalistas.
Narrativa da TV: violência de grupos de extrema-direita.

Henrique Raposo, em Grelha de análise das TVs

Porque factos... são factos! (III)

"uma das formas de acalmar os protestos em londres seria pedir ao fabricantes de electrónica que não apresentassem modelos novos de LCDs durante os próximos meses."

Rodrigo Moita de Deus, no blog 31 da Armada

Porque factos... são factos! (II)

"Apontar para meros factos (ex.: a maioria daqueles jovens são afro-ingleses) passa a ser um acto de "racismo". Em consequência, este politicamente correcto trava, logo à nascença, um debate debate sério sobre a pobreza e sobre a alteridade. Um exemplo? Perante aqueles actos de puro vandalismo e de roubo descarado, os nossos pivots de TV estão a falar - repetidamente - de "descontentamento/ convulsão social". Perdão? Então vamos fazer uma equivalência moral entre manifs legítimas e actos criminosos? E, atenção, mesmo que tudo isto fosse provocado pela pobreza (e não é), ficava a faltar uma pergunta: os bens de primeira necessidade passaram a ser ténis de marca, LCD, ipads e ipods? E a revolução social leva pessoas a roubar meninos feridos?"

Henrique Raposo em Londres: a esquerda dos coitadinhos e a direita da porrada


quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Porque factos... são factos!

"Não há nenhum país monárquico que tenha pedido ajuda ao FMI. Todos os países que recorreram à ajuda financeira são repúblicas. Por norma, as monarquias são muito mais estáveis que as repúblicas. O país passou por quantas revoluções nas últimas décadas? Por quantos Presidentes? Este país é uma balbúrdia, somos indisciplinados e temos pouco respeito pelo nosso país. Quando se fala na reorganização da dívida, aquilo que estamos a dizer é que o Estado pode ser caloteiro. Viramo-nos para as pessoas que nos emprestaram dinheiro e dizemos que não vamos pagar. É uma coisa que achamos inadmissível fazer na nossa casa ou nas empresas, mas achamos que é tolerável no Estado. Há pouco respeito pelo Estado porque o Estado se dá pouco ao respeito."

Rodrigo Moita de Deus, em entrevista ao jornal i

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Real Politiks (I)

Aqui em Londres a malta de esquerda diz que isto é uma resposta dos excluídos, que o sistema social não tem força para ajudar estes miúdos (kids) que não tem emprego, não tem apoios sociais, não tem futuro.

A malta de direita diz que estes miúdos (kids) são uma cambada de anarquistas que só têm merda na cabeça, não querem trabalhar e precisam de pilhar lojas para ter os novos ténis da Nike.

O meu chefe disse this kids are only trying e depois perdi-me no sotaque britânico.

Engraçado - bóia em todas as análises a convergência de que estes tipos são miúdos. Da tua idade, ou da idade da tua irmã. Dá vontade de puxar novamente aquele debate da idade de voto...


terça-feira, 2 de agosto de 2011

Roberto, não vás... porque sem ti isto não é a mesma coisa! (III)

Isto está a aquecer...

Saragoça garante: não foi o clube a comprar Roberto

Cascais CoolJazz Fest

Parece que é rock mas não é. Parece que é pop mas está longe de o ser. Parece que é música electrónica mas... só parece por instantes. É uma mistura de tudo isto que resulta num explosivo jazz contemporâneo que só os fãs de Jamie Cullum podem entender. Quem perdeu a oportunidade de ver este menino a dar um show no piano, fica aqui um cheirinho da diversão no final concerto do dia 29 de Julho.

"These Are the Days" + battle vocal com o público + I feel fine + "Mixtape" + oh oh oh oh oh oh oh oh oh oh oh oh oh oh


Quem quiser ver as primeiras partes, cliquem I, II, III ou IV.
Nota: Os vídeos tem todos muita ma qualidade. Azar! Tivessem ido =p

Roberto, não vás... porque sem ti isto não é a mesma coisa! (II)


Uma vez confirmada a transferência do Roberto do Benfica para o Saragoça por 8,6M€, eu (mais do que os todos os Benfiquistas que para além de se livrarem dum cancro ainda arrecadaram umas migalhas com o negócio) considero-me das pessoas mais satisfeitas com a notícia.

Mal se soube da notícia, eu recebi uma sms dum colega lampião: “o impossível foi feito, o roberto foi vendido a um preço superior ao que foi comprado”.


Ora, há várias coisas para serem referidas sobre este caso de partir o coco a rir. Vamos a isso:


1) Primeiro que tudo, importa referir que o Roberto, antes de ir para o Benfica, era o 3º Guarda-Redes do Atlético Madrid e por não valer uma ‘puta dum corno’ foi emprestado ao Saragoça.


2) É a partir do ponto 1 que temos de analisar a classe deste bicho e compreender que a transferência do Roberto não pode estar no top 10 dos mais caros de sempre a nível mundial da sua posição de GR.


3) Se não pode estar no top 10, muito menos a transferência do Roberto pode custar mais que a transferência do Peter Cech para o Chelsea em 2004.


4) Por último, é impossível o Benfica fazer lucro com um animal que para além de só ter dado frangos atrás de frangos, foi o único responsável por metade dos pontos perdidos pelo Benfas a época passada.


5) Mais grave que tudo isto, o Saragoça é um clube do meio da tabela de Espanha que enfrenta actualmente dificuldades financeiras e inclusive, tem dívidas por liquidar a outros clubes espanhóis.




A conclusão é simples: houve lavagem de dinheiro, houve gente que pôs dinheiro ao bolso, e vai ser certamente a continuação de um sério caso de polícia.

Não tenho mais nada a dizer sobre esta palhaçada.