terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Venha o FMI, quanto antes. (VII)

Esta pressa tem uma justificação: amanhã há uma emissão de dívida de obrigações do tesouro e o governo está a fazer Puro Marketing Político Internacional, para que haja uma percepção nos mercados que Portugal está a conseguir. Não é mal feito desse ponto de vista, mas é para consumo externo.
Porque vir dizer que até correu muito bem quando há um deficit de 7,3%, se recuarmos um ano quando se fez um Orçamento de Estado que devia já ter sido poupança, é evidente que é mau, é bastante mau, e tem implícito aí que houve receitas extraordinárias com o fundo de pensões da PT.”
(…)
“Eu não acredito que haja possibilidade de um dia para o outro, os mercados percepcionarem que Portugal ganhou uma nova capacidade para pagar as dívidas, porque tudo o que está a ser feito é para que de fora nos continuem a emprestar, não é para recuperarmos o tempo perdido e pagarmos.
Esta imagem não se muda em tão pouco tempo e vem aí, hoje na própria imprensa portuguesa com destaque para o DN, num excelente trabalho, diz que vem aí 4500 milhões de euros que custa a cada um de nós para pagar em Parcerias Público-Privadas (PPP) e projectos que continuam e não foram anulados apesar desta crise: são PPP e endividamento que não está directamente na esfera do Estado. Isto é uma coisa que não se resolve assim facilmente.”

José Gomes Ferreira, hoje na SIC

2 comentários:

  1. achamos mesmo que há FMI que venha mexer nas PPP e deixe intacto o "factor trabalho" e os subsídios de quem precisa?

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  2. Eu acho meu caro Fernando, e concordo com o que diz o Miguel Sousa Tavares: "É muito difícil que nos venham a exigir mais condições que concretamente sejam penosas para a vida dos cidadãos".

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