terça-feira, 30 de março de 2010

Estudo do Boletim Económico do Banco de Portugal

- Salário médio de um trabalhador licenciado: 1625 € por mês

- Salário médio de um trabalhador com o 12º Ano: 862 € por mês

- Diferença mensal: 763 €

- Propinas anuais: + - 1000€

No pressuposto que uma pessoa trabalha 40 anos na sua vida, faz uma licenciatura de 3 anos e um mestrado de 2 anos (que custe 10000€ o mestrado - acima da média) e que o salário médio ao longo da vida é de 1500 € (abaixo da média):

- Peso mensal das propinas no salário (diluído ao longo dos anos): + - 28 €

- O "custo mensal" de estudar é de + - 28 €. O custo de não estudar é de 763 €.

Simples cálculos não financeiros não rigorosos e aproximados.

O que é mesmo difícil para mim perceber:

- Acção Social que não funciona.

- Sistemas de financiamento privados pouco flexíveis.

- Pessoas que reclamam das propinas, ainda que o argumento seja que pouco ajudam para financiar a nossa máquina de ensino superior. Contra esse argumento apetece-me dizer: então aumentem o peso das propinas. Desde que garantam que o nosso Estado Social ajude quem precise verdadeiramente e que seja reconhecido o mérito de quem verdadeiramente se aplica. O melhor sistema de ensino mundial é quase exclusivamente privado. Dá que pensar não dá?

Boa noite.
Desculpa Fernando.

A mentira sobre a Igreja Católica

Domingo, será de Páscoa, "apesar de tudo".

A ler:

1- "O Papa pedófilo" - Aventar

2- "Novidades" - Blasfémias

3- "Não quero este gajo no mesmo país que os meus filhos" - WEHAVEKAOSINTHEGARDEN

4- "Celibato, pederastia, homossexualidade e satirismo" - Fiel Inimigo

5- "A pedofilia na Igreja Católica" - DN Opinião

6- "Por estes dias…" - Arrastão


Mas, afinal, o que deve mudar na Igreja Católica? Eis aqui a resposta.

Em playback, a fazer playback e vivó playback...



Aconselho a lerem a descrição no youtube para saberem o que se passou.

hoje sinto-me um anarquista chateado com o ensino superior

A Universidade só há-de iluminar o povo no dia em que lhe pegarem o fogo.
Antero de Quental

segunda-feira, 29 de março de 2010

Men are not nice guys

Depois de um longo período de ausência achei por bem voltar ao blog com este assunto talvez já mais que enxovalhado.
Para quem lê a revistinha fininha que acompanha o Público aos domingos (ponham a minha pessoa nesse grupo), de certeza que já se cruzaram com o par de páginas dedicado a "o que eu sei sobre...homens".
Devo dizer que nada do que vem lá vai para além das banalidades diárias: o mistério, a criatura estranhamente incompreensível, aquele amor platónico que sempre acaba com um divórcio e três filhos divididos aos fins de semana e nas férias de Verão.
Apesar do tão aclamado progresso e da tão badalada evolução e emancipação o homem continua nesse pedestalzito manhoso e a mulher, ainda que digna de usar calças, nunca será a sua verdadeira dona.
Sabem aquele comentário infeliz do Dia da Mulher é só um e o do homem são os outros todos? A verdade é que o mundo ainda possui um véu demasiado machista. Política?? homens, homens, homens, homens. Literatura?? igualzinho. Arquitectura? Ciência? também....
hmmm, mas acredito plenamente que a culpa continua a ser das mulheres e desse espírito muito sonhador à clássico filme Disney, com príncipes no cavalo branco à mistura.
Ainda assim leiam a entrevista da Pública, se não for mais pelo menos é banalmente engraçado.

o precariado rebela-se


Na primeira noite, eles se aproximam e colhem uma flor de nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem, pisam as flores, matam nosso cão.
E não dizemos nada.
Até que um dia, o mais frágil deles, entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a lua, e, conhecendo nosso medo, arranca-nos a voz da garganta.
E porque não dissemos nada, já não podemos dizer nada.

(Vladimir Maiakovski) (aqui)


Um poema que espelha a metáfora de uma triste realidade...

A luta contra a precariedade impõe-se, e o MayDay Lisboa, dando corpo a essa luta, está aí de novo. A sua próxima assembleia é terça-feira, pelas 20h45, no SGPL (Rua Fialho d'Almeida nº3, Lisboa).


fica a par dos acontecimentos: MayDay Lisboa



domingo, 28 de março de 2010

Uma experiência socialista (II)

decidi fazer um post a partir de um comentário:

(ver antes aqui ou, originalmente aqui)



Primeiro, não sei se um tão redutor modelo mereça ser comentado como se de algo socialmente abrangente se tratasse: tentar comprar um um episódio de um semestre numa sala de aula a um modelo de organização social directamente responsável pela vida de milhões de pessoas deixa no ar a legitimidade de criar nos mesmos moldes um paradigma simplista de modelo capitalista... Nesse modelo, supondo-se que o expoente máximo na sala de aula é, como defende, a recompensa pessoal, necessitaríamos logo à partida, de garantir o pé de (total) igualdade de todos os intervenientes. Só assim se conseguiria uma competição saudável. Explico: Partimos do pressuposto que existem objectivos comuns a toda a turma. Se só uma parte da turma os consegue alcançar, os que sabem ser uma meta impossível à partida, não se irão esforçar. E aí caímos no bicho-de-sete-cabeças que preconiza, ou seja, a falta de esforço individual. Se conseguir isto do pé de igualdade, avise, e serei seu companheiro pró-capitalista ou pró-individualista ou o que lhe queira chamar.
Em segundo lugar, num outro ponto de vista, permita-me que lhe agradeça. A experiência falhada que relatou, contém em si mesmo um elogio ao esforço de cada um pelo todo. Se é sabido que a falta de esforço levará invariavelmente à desgraça da sociedade, parece-me óbvio que, pondo de parte sentimentos masoquistas, ninguém irá desejar ver a sua falta de empenho o rastilho para a explosão social. Ou seja, a sociedade ganha consciência de que o todo não é nada sem o trabalho empenhado das partes. E, obviamente, uma parte não é nada sem a sua inserção num todo. Se o senhor vive consigo mesmo numa autarcia individual avise, também quero a receita.Em terceiro lugar, não peço que se esperem milagres de uma sociedade onde os valores individuais estão enraizados em tamanha solidez.
O seu post é a prova de que muito há a mudar na mentalidade (desculpe dizer, mesquinha), do mundo de hoje. O próprio Marx reconhecia um modelo de transição, após a superação do capitalismo: “Em conformidade, o produtor individual recebe de volta — depois das deduções — aquilo que ele lhe deu. Aquilo que ele lhe deu é o seu quantum individual de trabalho. Por exemplo, o dia social de trabalho consiste na soma das horas de trabalho individuais. O tempo de trabalho individual do produtor individual é a parte do dia social de trabalho por ele prestada, a sua participação nele. Ele recebe da sociedade um certificado em como, desta e daquela maneira, prestou tanto trabalho (após dedução do seu trabalho para o fundo comunitário) e, com esse certificado, extrai do depósito social de meios de consumo tanto quanto o mesmo montante de trabalho custa. O mesmo quantum de trabalho que ele deu à sociedade sob uma forma, recebe-o ele de volta sob outra.” Karl Marx

Aposto que este modelo de transição o deixa satisfeito.

O meu primeiro contributo: carta de demissão

Boa tarde,

Este é o meu primeiro e último post. Ultimamente, tal como o Fernando disse, tenho olhado mais para o mundo sem ser por uma janela de 15 ou 17 polegadas. Nas que se usa essa unidade de medida, vêem-se muitas coisas mas perdem-se também muitas outras.

Eu pensava que vinha para aqui e não iria escrever uma única palavra sobre o mundo informático. Pela forma como fui apresentado, já percebi que se não o fizer, vou desiludir quem me convidou. Como tal, quero antecipar-me antes de gerar energias negativas, pedindo para deixar de escrever neste blog. Saio desta forma: muito decepcionado mas com a certeza que dei o meu melhor em cada um dos meus posts.

Para os confusos ou distraídos, rolem isto um bocadinho para cima e leiam de novo o título deste sítio.

Até já.

sábado, 27 de março de 2010

Tomás


A Mentira engordou!
Desta vez arranjámos um aprendiz de informático. Não um qualquer: Um dos que consegue ver o mundo que fica escondido por trás dos 0's e 1's. Um dos que não precisa de ter um despertador chamado main() para começar o dia. Um daqueles para o qual a batalha entre Windows e Linux não se sobrepõe à luta de classes. Um dos que procura construir-se com experiência e não com updates.

Para já, começa bem a sua mentira: Quer fugir de computadores e vem meter-se num blog. Continua e chegarás a senior-programmer cá do sítio.

Bem-vindo!



go passos, go passos

61% 35%


4%

0,3%

sexta-feira, 26 de março de 2010

Ao Pai do Jazz Português





Termina mais uma edição das noites de jazz Dose Dupla em noite de aniversário.

Luís Villas-Boas completaria 86 anos de vida. Vida tocada pelo swing do jazz mas também pelo som do mar do Estoril, palco do primeiro festival de jazz em Portugal.
Sala cheia num concerto intimista, onde a presença de um músico português na partilha de palco lembrou mais uma vez o ensino Boas e as noites deliciosas do Hot Club.

Carlos Barreto, também do Estoril, subiu ao palco ao lado de Kirk Lightsey , músico Norte Americano que foi deixando sair umas notas de comediante. Barreto mostrou porque a sua vida o levou a tocar sem direcção, apresentando um doce e desconcertante concerto em improviso, onde o calor de Chico Buarque e Baden Powell brincou com os velhos Reis Miles e Coltrane.
Um dos expoentes do contrabaixo em Portugal, Barreto deixa as nossas palavras dizerem pouco tal é a emoção que sentimos ao ouvir a sua música.

Fecha-se mais um ciclo de concertos, mas a vontade por mais fica.
Mais uma dose, por favor.

Earth Hour




Earth Hour 2010
Dia: 27 Março
Hora: 20.30h-21.30h
Local: onde estiveres



Durante uma hora, apaga as luzes e todos os equipamentos dos quais podes prescindir.
Chamada global de responsabilidade pelo nosso futuro.

quinta-feira, 25 de março de 2010

E que tal um fuck-off-ezinho?



-shit, fuck-share, lick it, private attitude, mono-play, dollar greenfield, mafia chairman, life controller, core (hard), spitware, crooks-target, free-lunch-you pay”. Se o sr. Zeinal Bava tivesse utilizado estes termos, ninguém daria pela diferença. Em suma, a linguagem perfeita para ser entendida pelos senhores Balsemões, Sampaios, Pinas Mouras, Coelhos, Cavacos e respectivos aficionados. Portugalização? Qual? Fuck-off!

[Via Aventar]

"O PEC é a factura social mas o drama é a falta de crescimento"

Pedro Santos Guerreiro, ontem, no "Jornal de Negócios", dava nome à coisa: "só em Portugal é que ainda se diz PEC, Programa de Estabilidade e Crescimento. No resto da Europa, rebaptizou-se o dito como Plano de Austeridade".


Chamando o boi pelos nomes, diminuem as hipóteses de confusão. E, com o PEC, não há confusão possível: ele existe porque se gastou de mais. Agora é preciso trabalhar mais e melhor e gastar menos.

[Texto de José Leite Pereira].

Chamando o boi pelos nomes, o blog Aventar chama PEC de Programa de Empobrecimento Comum.

Daiquiri

Sinto por ventura um estranho borbulhar baixinho de contentamento, de felicidade. A minha céptica e preconceituosa íris dilata-se de surpresa quando detecta manifestações de bom gosto nestas monstruosas máquinas mundanas, que por vazio de significado e evaporação de valores (que me marcam, diluídos e revoltos) me odeiam profundamente, que não compreendo nem quero compreender. Esta é, então, mais uma crónica da inércia.

Lembro-me de mais um dia, de mais um sofá cansado e daquela revista velha e poeirenta que nas patetices atordoantes do intelecto humano desperta meu mais valioso sentido, e vejo:

Na semana passada, foi criado em Itália um grupo na rede social Facebook... “Quero fazer sexo em cima de um piano de cauda”.

E eu pensei, claro, mas que bom gosto, que ostentação sem vergonha de um requinte que julgava não existir. E peço-vos, estimados poucos leitores, que sejam platónicos na vossa viagem pelas minhas palavras enroladas e descuidadas.

Transformei o pensamento em preto e branco. Remete-se sempre, débil, para transfusões cortagens colagens remendos tremendos de um tempo que sinto melhor, que se sente esquecido, imagino: tenho saudades de uma época onde não vivi. Nova Iorque e podem ser os que se querem loucos anos 20, em plano inclinado saindo do Ford A, smoking, cabelo em gel para trás, tão para trás, colónia Francesa. Um mar Francês. Pisca o olho, atira as chaves, take good care of my boy, buddy!

Uma atmosfera de charuto Cubano, jazzy bluesy big band, mulheres emancipadas dançando no salão, fumando, bebendo, comendo os olhos dos botões dos meus smokings. E encosta-se ao balcão brilhante, assobia num menosprezo que eleva a sua elite de brilhantina, e a moeda rodopia no ar amansando o pesado fumo que rasga os túneis dos dentes:

- Double shot of Jack, buddy!

And from the corner of his eye he notices a slight nodding, a provocative look. Shouldn’t be so hard to see the delightful fragrance circumventing that female body as she slowly approaches. He felt every note of jasmine, rose, violet. Her well-defined, curly brown hair painted stormy clouds upon her sweet and gentle head.

- Can I offer your…

- Daiquiri.

E sejamos platónicos. É apenas um Daiquiri. Atrás do outro.

A emancipada professora puxou pelo laço e pelo cinto, sussurrou uma velha morada de subúrbios, esvaneceu-se em bicos de pés, em pontinhas, elevou de perfil as coradas bochechinhas rouge, elegantes, elegantes. O relógio marcava a intemporalidade da meia hora marcada, e choviam cães e gatos e jardins zoológicos. Na cristalinidade das gotas balas disparadas do céu preto lia-se a branco, leves líricas letras esvoaçantes, escola de ballet. E sentiam-se as notas jasmim, rosa, violeta, sentem? E a cada passo rangiam velhas tábuas burguesas, o som stereo é mais bonito, anunciando o final da crónica.

A porta entreaberta denunciava a sala espelhada, poeirenta, húmida. Do tecto suspendia-se um grande candelabro, redondo e escalado, e o som e o cheiro e a vida das velas desnecessárias consumindo a negridão da face que mal vejo iluminam levemente ao fundo, claramente no meu nariz, um bem ensinado piano de cauda, preto fosco de abusos e mal tratos, de boca aberta, sorrindo para ela.

Sejamos platónicos. O piano sorri para ela.

E nos varões que seguram a sala das pupilas a professora balanceia os caracóis, braço erecto, perna paralela, sobe e desce na melodia do tango que não se ouve, ouvem? As teclas do piano tocam sem se mexerem, os martelinhos imóveis maltratam as longas cordas desafinadas e eu ouço ardentemente este Piazolla ainda mal nascido, ouvem? E no pescoço da nuca seus lábios frios cravam uma pesada respiração arrepiante, na estratosfera das suas cabeças seus dedos se entrelaçam, opostos, escondidos, e descem lentamente no pianíssimo do som vazio, no pianíssimo...

quarta-feira, 24 de março de 2010

Uma experiência socialista

Aproveito, desde já, para dar os meus sinceros cumprimentos à malta que escreve no Fiel Inimigo. É um blogue que eu costumo acompanhar e que está sempre actualíssimo. Parabéns a vocês e em especial ao meu amigo RB.


"Foi-me enviada como verdadeira por um amigo e aqui fica:
Um professor que nunca tinha reprovado ninguém, reprovou numa ocasião uma turma inteira.
Foi num curso de economia. A turma insistia que o socialismo era praticável e que através da simples cooperação tendo em vista um bem comum, se obteria um resultado mais igualitário e justo do que aquele que se obtinha através dos mecanismos de competição e emulação.
Ou seja, sustentava a turma que o socialismo era mais eficaz e justo que o capitalismo.
O professor argumentou em vão pelo que, já em desespero, propôs a seguinte experiência:
Fariam os testes habituais, e a nota atribuída a cada um seria a média da turma. Os alunos aceitaram de imediato.
Todos tinham agora um objectivo comum e o resultado não poderia deixar de ser igualitário e justo.

No 1º teste, a média foi 15.
E aqui começaram os problemas. Aqueles que tinham estudado e a quem o teste tinha corrido bem, e que legitimamente podiam esperar um19 ou um 20, ficaram a remoer o desagrado.
Aqueles que nem sequer tinham pegado no livro, resplandeciam de felicidade e louvavam o socialismo. E a verdade é que se provava que todos passavam e com uma boa nota.

No 2º teste os que antes tinham estudado e feito bons testes, entenderam naturalmente que não necessitavam de se esforçar tanto. Já que iam ter 15 no máximo, escusavam de se matar a estudar. Os que antes não tinham pegado nos livros, mantiveram as mesmas opções. Não era necessário, a boa nota estava garantida.

Como é evidente, a média baixou para 11 e aí já ninguém ficou especialmente satisfeito. No teste seguinte a média foi 8.
Instalou-se a desavença, fizeram-se acusações de sabotagem, de egoísmo, de falta de solidariedade, etc.

O resultado foi que ninguém mais queria estudar para não beneficiar os outros. E a turma reprovou.

Não sei se isto é verídico, mas, mutatis mutandis, foi basicamente o que aconteceu nas cooperativas agrícolas soviéticas, portuguesas, etc.

Moral da História:
Sem recompensas individuais, não há incentivos duradouros ao esforço. Tirar aos que se esforçam para dar aos que não se mexem conduz, mais tarde ou mais cedo, à discórdia e ao fracasso, porque quando metade de um grupo interioriza a ideia de que que não precisa trabalhar, pois a outra metade irá sustentá-la, e quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao começo do fim .

O sistema de impostos progressivos e a inflação de subsídios "sociais", são os instrumentos privilegiados desta loucura socializante."

segunda-feira, 22 de março de 2010

Para quem não tinha percebido... percebeu agora?

Em entrevista conduzida por Mário Crespo, Santana explicou a razão porque só agora evoca esta lei conhecida como a «Lei da Rolha». "Exactamente pelo efeito contrário que estas inteligências todas estão a falar, ou seja, os que criticaram. A partir de agora passa a ser infracção grave, só nos sessenta dias anteriores à campanha, quando até aqui, em caso de reincidência ou acumulação de opiniões em público contra a linha do partido, o conselho de jurisdição podia considerar que era grave o seu juízo e aplicar a sanção de expulsão".

Inquérito parlamentar a José Sócrates (a responder por escrito)

Se Sócrates só responde à comissão de inquérito por escrito, então concordo com o João Miranda.

domingo, 21 de março de 2010

sexta-feira, 19 de março de 2010

terça-feira, 16 de março de 2010

José Trocas-te

Pequeno erro. Cerca de 200 pessoas, presidentes das maiores empresas energéticas nacionais e estrangeiras. Secretários de Estado, ministros. Uma manobra para virar as atenções da ressaca do congresso do PSD.

"Lei da Rolha"

Por falar em garrafão, esta "Lei da Rolha" vem mesmo a propósito:

1) No congresso do PSD foi aprovada uma alteração dos estatutos que prevê a expulsão dos militantes que digam mal do líder nos 60 dias anteriores às eleições. A já chamada “lei da rolha” foi criticada pelos vários candidatos à liderança mas Santana Lopes, o autor da proposta pretende ir mais longe: “Então eu vou propor outras alterações. Para além de não se poder chamar nomes ao líder também não se vai poder fazer bigodes e corninhos nas suas fotografias nem colocar pionés na cadeira dele nem dar calduços 2 meses antes das eleições. E colar-lhe «post-its» nas costas a dizer “sou bronco” ou escrever o telemóvel dele na porta das casas de banho públicas a oferecer sexo nos últimos 15 dias antes das eleições também vai dar direito a expulsão. Achas bem Granger?” [ouvido hoje no Portugalex 16.03.2010]

2) E agora, o trânsito - Engarrafamento na rua de S. Caetano à Lapa.

3) Sugestão para o novo hino do PSD: Herman José - Saca o saca-rolhas

4) Os especialistas já foram contratados. Eis a sugestão para a nova propaganda política do PSD

Separados à nascença?


Leonel Nunes, o homem do Garrafão e Fernando Costa, presidente da CM das Caldas.

Quando eu for grande quero discursar como este senhor!

Aqui.

[Via Vasco Campilho]

sábado, 13 de março de 2010

quarta-feira, 10 de março de 2010

Ligação Directa

Aqui o trabalho de casa que a Equipa da Vóvó nunca fez.

terça-feira, 9 de março de 2010

“ISCTE, ISCTE, «portas» abertas, «plantas» em pé”


“Um pé de «cannabis» com cerca de 1,60metros de altura (na foto) foi ontem removido de um jardim interior no Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE) por ordem do presidente João Ferreira de Almeida. Este garantiu ao EXPRESSO que desconhecia a existência da «cannabis» e não seria capaz de a identificar, por nunca ter visto nenhuma, tendo contactado agora a PJ para saber «se existe algum procedimento» quanto ao destino a dar à planta (da qual se extrai o haxixe e cujas folhas dão origem à «erva» ou liamba, depois de secas). Rui Moreira, presidente da Associação de Estudantes, disse também desconhecer a existência de um pé de «cannabis» no Instituto, mas admitiu que «os estudantes do ISCTE sempre foram muito imaginativos e liberais».”
Dá para ver que, desde muito cedo, os alunos do ISCTE se preocupam em «prestar serviços à comunidade». A planta de 1,60 metros era só para o caso de existir alguém (alunos, professores ou funcionários?) com alguma doença crónica grave ou doença terminal.
“ISCTE, ISCTE, «portas» abertas, «plantas» em pé”

Late Night with Jimmy Fallon - Late Episode 1 Lost Parody

Late Night with Jimmy Fallon - Late Episode 2 Lost Parody

"Niño, vamos à la Playa?" (3)

Por falar em TGV, eis outras 2 ideias:

1) “TGV liga Bruxelas a Amesterdão
3horas e 18 minutos. É este o tempo que, desde 13 de Dezembro, dura uma viagem de comboio entre Bruxelas e Amesterdão, com a inauguração de uma nova linha de alta velocidade. A duração da viagem continua, claro, a perder para a das ligações aéreas, mas o tempo total dispendido (entre check-in no aeroporto, levantar bagagem e enfrentar os céus cada vez mais congestionados) deve já andar ela por ela. As empresas que operam este novo troço ferroviário – a francesa Thalys, a belga SNCB e a holandesa Deutsche Bahn – esperam, segundo avança a Reuters, um aumento de mais de 50% no tráfego desta rota de grande velocidade nos próximos 3 anos. E apontam as razões para se trocar o avião (ou carro) pelo comboio: a viagem fica mais barata do que nas companhias de aviação tradicional (um trajecto ferroviário compra-se entre 38€ e 102€) e permite defender o ambiente, uma vez que os comboios são actualmente um dos meios de transporte mais verdes, dada a fraca emissão de gases para a atmosfera.
http://www.thalys.com


2) TGV: Linhas Cruzadas – do nosso já conhecido Alberto Gonçalves

segunda-feira, 8 de março de 2010

O PEC noutros 5 minutos

Face às mentiras de Sócrates e às previsões do Governo até 2013, Pedro Santos Guerreiro comenta na RTP a apresentação do Programa de Estabilidade e Crescimento, resumindo que a conclusão aponta para que os impostos vão subir.

O PEC em 5 minutos (resumo)

PEC 2010- DÉFICE ABAIXO DOS 3% EM 2013
Objectivo:
Cortar a Despesa e Aumentar a Receita
Défice Externo: 2010->8,3%; 2011->6,6%; 2012->4,7%; 2013->2,8%
Crescimento económico: 2010->0,7%; 2011->0,9%; 2012->1,3%; 2013->1,7%


DESPESA
1. TGV ADIADO: construção das linhas de alta velocidade entre Lisboa/Porto e Porto/Vigo são adiadas durante dois anos.
2. CORTE NO INVESTIMENTO PÚBLICO: o peso do investimento público no PIB vai cair de 4,2% em 2009 para 2,9% em 2013.
3. SALÁRIOS CONGELADOS: os funcionários públicos vão ter aumentos salariais abaixo da inflação até 2013.
4. APOIOS À ECONOMIA: algumas das medidas anti-crise, como o alargamento do subsídio de desemprego e o subsídio de contratação de jovens, vão ser retiradas já em 2011.
5. TECTO MÁXIMO PARA BENEFÍCIOS FISCAIS E DEDUÇÕES: os contribuintes vão passar a ter um tecto máximo para os montantes dos benefícios e deduções fiscais de que poderão beneficiar. (Efeito médio anual, por contribuinte, da limitação das deduções e beneficios fiscais por escalão de IRS)
6. CORTE NAS PRESTAÇÕES SOCIAIS: o Governo vai cortar em 0,5% os gastos com prestações sociais até 2013.


RECEITA
1. NOVO ESCALÃO DE IRS: o Governo cria um novo escalão de IRS de 45% para quem tenha rendimentos anuais superiores a 150 mil euros. A nova taxa será temporária e vai durar até 2013. Estas medidas incidem já sobre os rendimentos obtidos em 2010.
2. TRIBUTAÇÃO DAS MAIS-VALIAS DA BOLSA: os contribuintes que detenham acções há mais de um ano vão perder a isenção e passar a estar sujeitos a uma taxa de 20%.
3. PRIVATIZAÇÕES: Esta será a principal via para reduzir a dívida pública. O Governo prevê um encaixe de 6 mil milhões de euros de receitas. (BPN, EDP, REN, GALP, CTT, TAP, Mundial Fidelidade (negócio de Seguros da CGD)

(via Económico)

sábado, 6 de março de 2010

Noticia de última hora...

Manuel Godinho diz que nunca pagou a ninguém para obter favorecimentos

Ao que parece, Godinho nunca pagou a ninguém. Ele apenas fez algumas ofertas.


The Melancholy Death of Oyster Boy


Stick Boy and Match Girl in Love


Stick Boy liked Match Girl,
He liked her a lot.
He liked her cute figure,
he thought she was hot.


But could a flame ever burn
for a match and a stick?
It did quite literally;
he burned up quick.

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The Boy with Nails in his Eyes


The Boy with Nails in his Eyes
put up his aluminium tree.
It looked pretty strange
because he couldn't really see.

TIM BURTON

sexta-feira, 5 de março de 2010